Tratamentos – Dr. Daniel Kamura – Ortopedista Pé e Tornozelo https://drdanielkamura.com.br Ortopedista especialista em pé e tornozelo CRM 156.698 / TEOT 15.291 / RQE 88.918 Tue, 08 Sep 2026 18:27:20 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.2 https://drdanielkamura.com.br/wp-content/uploads/2025/10/cropped-favicon-32x32.png Tratamentos – Dr. Daniel Kamura – Ortopedista Pé e Tornozelo https://drdanielkamura.com.br 32 32 Joanete: Por que ele aparece e como impedir que o quadro piore? https://drdanielkamura.com.br/tratamentos/joanete-halux-valgo-tratamento/ https://drdanielkamura.com.br/tratamentos/joanete-halux-valgo-tratamento/#respond Wed, 15 Apr 2026 03:01:00 +0000 https://drdanielkamura.com.br/?p=1598

A joanete (hálux valgo) é uma deformidade progressiva do pé que afeta a articulação do dedão, podendo causar dor, dificuldade para caminhar e limitação no uso de calçados.

Sente dor no dedão ou percebe o joanete aumentando?

Uma avaliação precoce pode evitar a progressão e indicar o melhor tratamento para o seu caso.

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Índice: joanete

 

O que é joanete?

O joanete é uma deformidade na articulação do dedão do pé, caracterizada pelo desvio do osso e formação de uma saliência lateral visível. Em termos simples, o dedão começa a se inclinar em direção aos outros dedos, alterando toda a mecânica do pé.

 

Por que o joanete aparece?

Na maioria dos casos, o joanete não surge por um único motivo, mas por uma combinação de fatores ao longo do tempo.

Genética: pessoas com histórico familiar têm maior predisposição.

Calçados inadequados: o uso frequente de sapatos de bico fino, salto alto ou rígidos comprime os dedos e favorece o desalinhamento progressivo.

Como o joanete evolui?

O joanete é uma condição progressiva. Isso significa que, sem intervenção, tende a piorar ao longo do tempo.

Inicialmente, o desvio pode ser discreto. Com a evolução, o dedão se inclina cada vez mais, podendo empurrar os outros dedos e causar deformidades adicionais.

Sintomas mais comuns

Os sinais mais frequentes incluem:

  • Dor na base do dedão
  • Inchaço e vermelhidão
  • Dificuldade para usar certos calçados
  • Deformidade visível no pé

Tratamento sem cirurgia

Nos estágios iniciais e sem dor significativa, o tratamento pode ser conservador. Isso inclui principalmente a escolha de calçados mais adequados e ajustes de hábitos.

É importante entender que órteses não corrigem a deformidade estrutural — elas apenas aliviam temporariamente os sintomas.

Cirurgia percutânea do joanete

Quando há dor ou limitação funcional, a cirurgia passa a ser a forma mais eficaz de tratamento.

A técnica percutânea é minimamente invasiva e permite corrigir o alinhamento do osso com pequenos acessos, preservando os tecidos ao redor.

  • Menor agressão cirúrgica
  • Recuperação mais rápida
  • Menor dor no pós-operatório
  • Melhor resultado estético

Cada caso de joanete é único.

Uma avaliação especializada permite entender o estágio da deformidade e indicar o melhor tratamento.

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Como é a recuperação?

Uma das principais vantagens da técnica moderna é a recuperação mais rápida.

Em poucos dias já é possível apoiar o pé com os cuidados adequados, e o retorno às atividades acontece de forma progressiva.

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Evite a progressão da dor e recupere sua qualidade de vida.

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FAQ: Joanete

Joanete tem cura?

Sim. A cirurgia corrige a deformidade estrutural.

Órtese resolve?

Não. Apenas alivia temporariamente.

Precisa sempre operar?

Não. Apenas quando há dor ou progressão.

Quanto tempo de recuperação?

Em poucos dias já é possível apoiar o pé.

Esse artigo foi revisado e validado pelo  Dr. Daniel Kamura e tem caráter informativo, ou seja não substitui a consulta com especialista.

 

Dr. Daniel Kamura

Especialista em cirurgia do pé e tornozelo

Atuação com técnicas modernas minimamente invasivas.

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Lesões do Tendão Calcâneo (Tendão de Aquiles) – Como identificar e tratar a dor no calcanhar https://drdanielkamura.com.br/tratamentos/lesao-tendao-calcaneo-tendao-de-aquiles/ https://drdanielkamura.com.br/tratamentos/lesao-tendao-calcaneo-tendao-de-aquiles/#respond Sun, 09 Nov 2025 23:56:43 +0000 https://drdanielkamura.com.br/?p=1580

Você já sentiu uma dor incômoda na parte de trás do calcanhar, especialmente ao caminhar ou subir escadas? Ou conhece alguém que teve a sensação de um estalo repentino na perna durante uma corrida ou partida de futebol? Esses podem ser sinais de lesão no tendão de Aquiles — uma estrutura essencial para nossos movimentos, mas que pode sofrer com o excesso de esforço.

O que é o tendão de Aquiles e por que ele se machuca?

O tendão de Aquiles (também chamado de tendão calcâneo) é o maior e mais forte tendão do corpo humano. Ele conecta os músculos da panturrilha ao osso do calcanhar e é fundamental para ações como caminhar, correr e saltar.

Apesar de sua força, ele é bastante vulnerável a lesões — especialmente em adultos entre 30 e 50 anos que praticam esportes como corrida, futebol ou tênis. Homens são os mais afetados, e estima-se que até 20% das lesões em esportistas recreativos envolvam esse tendão.

Sintomas: como identificar uma lesão no tendão de Aquiles

Os sinais variam conforme o tipo de lesão:

  • Tendinite ou tendinopatia: é quando o tendão está inflamado ou começa a se desgastar. A dor costuma aparecer na parte de trás do calcanhar e piora com esforço físico. Às vezes, a dor é mais próxima do osso; em outras, mais perto da panturrilha — e isso muda o tipo de tratamento indicado.

  • Ruptura parcial ou total: ocorre de forma súbita, com sensação de estalo ou “chicote” na perna. A pessoa pode ter dificuldade para caminhar ou ficar na ponta dos pés. Também é comum notar inchaço e uma falha ao tocar o tendão.

Como é feito o diagnóstico?

O médico ortopedista avalia o paciente com exames físicos e de imagem:

  • No exame clínico, observa-se dor ao toque, espessamento do tendão e o chamado “sinal de Thompson” — quando apertamos a panturrilha e o pé não se mexe, indicando possível ruptura.

  • A ultrassonografia ajuda a visualizar inflamações, áreas desgastadas ou rompidas.

  • Em casos mais complexos, a ressonância magnética é usada para confirmar o diagnóstico e planejar o tratamento, principalmente se houver necessidade de cirurgia.

Tratamento para lesões no tendão de Aquiles

Nem toda lesão exige cirurgia. Muitas vezes, o tratamento conservador é suficiente — especialmente em casos de tendinite ou rupturas parciais.

Entre as opções estão:

  • Redução das atividades físicas e repouso relativo

  • Aplicação de gelo e elevação da perna para diminuir o inchaço

  • Uso de medicamentos anti-inflamatórios nas fases agudas

  • Calcanheiras de silicone para aliviar a pressão sobre o tendão

  • Fisioterapia com exercícios de alongamento e fortalecimento da panturrilha

  • Imobilização temporária em alguns casos

Já nas rupturas totais, especialmente em pessoas jovens e ativas, a cirurgia costuma ser indicada. Em pacientes idosos ou com outras doenças graves, o tratamento conservador pode ser preferido, considerando os riscos da cirurgia.

Cirurgia: quando é necessária e como funciona

A cirurgia é recomendada quando há ruptura completa do tendão ou quando o tratamento conservador não teve sucesso. O procedimento consiste em unir as extremidades rompidas do tendão, e pode ser feito com cortes maiores (técnica aberta) ou com pequenas incisões (minimamente invasiva).

O tempo entre a lesão e a cirurgia, assim como o local exato da ruptura, influenciam na escolha da técnica. Após o procedimento, o paciente costuma usar uma bota imobilizadora por cerca de três semanas, sem apoiar o pé no chão. Depois disso, inicia-se a fisioterapia com carga progressiva — primeiro com muletas, depois sem, até caminhar normalmente.

O retorno ao esporte geralmente acontece após seis meses de reabilitação.

Possíveis complicações

Se a lesão não for tratada corretamente, pode haver perda de força na panturrilha, dificuldade para caminhar e até deformidades no pé. As complicações após a cirurgia são raras, mas podem incluir:

  • Cicatrização lenta da pele

  • Infecções

  • Nova ruptura do tendão

  • Rigidez ou fraqueza na articulação

 

Se você está sentindo dor no calcanhar ou suspeita de uma lesão no tendão de Aquiles, procure um ortopedista especialista em pé e tornozelo, se preferir, entre em contato direto com minha equipe. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maiores são as chances de recuperação completa — com ou sem cirurgia.

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Tendinopatias: quando os tendões pedem socorro e o corpo começa a avisar https://drdanielkamura.com.br/tratamentos/tendinopatia-inflamacao-tendinea/ https://drdanielkamura.com.br/tratamentos/tendinopatia-inflamacao-tendinea/#respond Wed, 08 Oct 2025 01:10:05 +0000 https://drdanielkamura.com.br/?p=1388

Você já sentiu dor persistente em alguma região do pé ou tornozelo, especialmente após esforço físico ou mesmo em repouso? Pode ser sinal de uma tendinopatia — um termo que se refere a problemas nos tendões, como inflamação, desgaste ou até pequenas lesões. Embora muita gente associe tendinite apenas a atletas, ela pode afetar qualquer pessoa, inclusive quem leva uma vida mais sedentária.

O que são tendinopatias?

Tendinopatia é o nome dado a qualquer alteração no tendão — aquela estrutura fibrosa que conecta os músculos aos ossos. Essas alterações podem ser:

  • Agudas, quando surgem de forma repentina, geralmente após um trauma ou esforço intenso

  • Crônicas, quando se desenvolvem aos poucos, com degeneração progressiva do tendão

Com o tempo, o tendão perde sua elasticidade e resistência, tornando-se mais suscetível a dor, inflamação e até rupturas.

Por que elas acontecem?

As causas são variadas, e entender a origem é essencial para tratar corretamente:

  • Traumas diretos, como torções ou pancadas

  • Esforço repetitivo, comum em quem pratica esportes sem preparo adequado ou faz movimentos repetitivos no trabalho

  • Sedentarismo, que enfraquece a musculatura e sobrecarrega os tendões

  • Deformidades nos pés ou tornozelos, como pé cavo, joanetes ou desalinhamentos que alteram a forma de caminhar

Esses fatores podem afetar tendões importantes da região, como o tendão de Aquiles, os fibulares, tibial posterior e flexores dos dedos.

Sintomas: como saber se é tendinopatia?

Os sinais podem variar conforme o tendão afetado, mas os mais comuns incluem:

  • Dor localizada, que piora com o movimento ou esforço

  • Inchaço leve e sensação de calor na região

  • Rigidez matinal, especialmente em casos crônicos

  • Sensibilidade ao toque e dificuldade para realizar atividades simples, como caminhar ou subir escadas

Se você sente que a dor está limitando sua rotina, é hora de procurar um especialista.

Diagnóstico: como é feito?

O ortopedista realiza uma avaliação clínica detalhada, observando:

  • Local da dor e padrão de movimento

  • Presença de inchaço, espessamento ou deformidades

  • Testes específicos para identificar o tendão comprometido

Exames de imagem como ultrassonografia e ressonância magnética ajudam a visualizar inflamações, áreas de degeneração e pequenas rupturas — fundamentais para definir o tratamento ideal.

Tratamento: depende da causa e do estágio

O tratamento das tendinopatias é sempre individualizado, levando em conta a causa da lesão e o estágio de evolução. Em geral, começa com medidas conservadoras:

  • Repouso relativo, evitando atividades que sobrecarreguem o tendão

  • Gelo local e uso de anti-inflamatórios, quando indicado

  • Fisioterapia especializada, com técnicas de reabilitação, fortalecimento e alongamento

  • Exercícios excêntricos, que ajudam a recuperar a força e a resistência do tendão

  • Em alguns casos, ondas de choque ou infiltrações podem ser utilizadas para acelerar a recuperação

Nos casos mais graves ou que não respondem ao tratamento conservador, pode ser necessário considerar intervenções cirúrgicas, como remoção de tecido degenerado ou reparo do tendão.

Complicações: o que acontece se não tratar?

Ignorar os sintomas ou adiar o tratamento pode levar a:

  • Dor crônica, que limita a qualidade de vida

  • Degeneração avançada do tendão

  • Risco de ruptura completa, exigindo cirurgia e reabilitação prolongada

  • Alterações na marcha, que sobrecarregam outras articulações como joelho, quadril e coluna

 

Se você sente dor persistente nos pés ou tornozelos, não espere que ela “passe sozinha”. Consulte o especialista para um diagnóstico e tratamento adequados para o seu caso.

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Artrose no Pé e Tornozelo: quando o desgaste das articulações começa a afetar sua mobilidade https://drdanielkamura.com.br/tratamentos/artrose-pe-e-tornozelo/ https://drdanielkamura.com.br/tratamentos/artrose-pe-e-tornozelo/#respond Sun, 05 Oct 2025 19:08:04 +0000 https://drdanielkamura.com.br/?p=1353

A artrose é uma das causas mais comuns de dor nas articulações — e embora muita gente associe o problema ao joelho ou quadril, ela também pode atingir o pé e o tornozelo, que são responsáveis por sustentar o peso do corpo e permitir nossos movimentos diários.

O que é artrose e por que ela afeta o pé e o tornozelo?

A artrose é o desgaste da cartilagem que reveste as articulações. Com o tempo, essa camada protetora vai se deteriorando, o que leva à dor, inchaço, rigidez e dificuldade de movimentar a região afetada.

No pé e tornozelo, esse desgaste pode surgir por diferentes motivos:

  • Envelhecimento natural (mais comum após os 50 anos)

  • Fraturas ou entorses graves

  • Doenças inflamatórias

  • Sobrecarga por atividades físicas intensas ou excesso de peso

Estima-se que até 1 em cada 5 pessoas acima dos 60 anos tenha algum grau de artrose nessas articulações.

Sintomas: como saber se você tem artrose no pé ou tornozelo?

Os sinais costumam aparecer aos poucos e podem variar de leves a intensos:

  • Dor ao caminhar ou ficar muito tempo em pé

  • Rigidez pela manhã ou após períodos de repouso

  • Inchaço leve, especialmente no fim do dia

  • Dificuldade para usar certos calçados, que apertam ou incomodam

  • Em estágios mais avançados, pode haver deformidades visíveis e limitação importante dos movimentos

Se você sente que seu pé ou tornozelo está “travado”, dolorido ou inchado com frequência, vale a pena investigar.

Como é feito o diagnóstico?

O ortopedista realiza um exame físico, avaliando:

  • Dor ao toque

  • Estalos durante o movimento

  • Redução da mobilidade

  • Presença de inchaço

A radiografia é o exame mais comum para confirmar a artrose. Ela mostra a diminuição do espaço entre os ossos, além de possíveis deformidades como os chamados “bicos de papagaio” (osteófitos).

Em fases iniciais, a ressonância magnética pode ser útil para avaliar a cartilagem e os tecidos moles ao redor da articulação.

Tratamento conservador: alívio sem cirurgia

Na maioria dos casos, o tratamento começa de forma conservadora — ou seja, sem cirurgia. O objetivo é aliviar os sintomas e preservar a função da articulação.

As principais abordagens incluem:

  • Medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios, especialmente nas fases mais dolorosas

  • Fisioterapia, com exercícios para fortalecer os músculos e manter a mobilidade

  • Palmilhas e órteses, que ajudam a redistribuir o peso e reduzir a pressão sobre a articulação

  • Mudança de hábitos, como evitar sobrepeso e reduzir atividades de alto impacto (corrida, por exemplo)

  • Infiltrações articulares com corticoide ou ácido hialurônico, que aliviam a dor e permitem que o paciente volte a se exercitar. Os efeitos podem durar de 6 a 12 meses — e quando o fortalecimento é feito corretamente nesse período, muitos pacientes não voltam a sentir dor mesmo após o fim do efeito da medicação

Quando a cirurgia é necessária?

Se o tratamento conservador não for suficiente para controlar a dor ou se a artrose estiver muito avançada, a cirurgia pode ser indicada.

As opções incluem:

  • Artrodese: é a fusão dos ossos da articulação para eliminar a dor. Embora reduza o movimento, melhora bastante a função e a qualidade de vida

  • Próteses de tornozelo: ainda menos comuns que as de quadril ou joelho, mas podem ser uma alternativa para preservar o movimento em casos selecionados

  • Cirurgias corretivas, indicadas quando há deformidades associadas

A escolha do procedimento depende do grau da artrose, da idade do paciente e do impacto na rotina.

Complicações: o que pode acontecer se não tratar?

Sem tratamento adequado, a artrose pode evoluir e causar:

  • Dor crônica e limitação funcional

  • Alterações na marcha (forma de andar), que sobrecarregam outras articulações como joelho, quadril e coluna

  • Dificuldade para realizar tarefas simples, como subir escadas ou caminhar por longas distâncias

  • Após a cirurgia, há riscos como infecção, soltura da prótese ou necessidade de novas intervenções — embora essas complicações sejam pouco frequentes

 

Dores persistentes no pé ou tornozelo, não podem ser consideradas normais. A artrose pode ser controlada com tratamento adequado, e quanto mais cedo for diagnosticada, maiores são as chances de manter sua qualidade de vida e evitar limitações.

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Lesões do Tendão Calcâneo (Tendão de Aquiles) – Como identificar e tratar a dor no calcanhar https://drdanielkamura.com.br/tratamentos/lesao-tendao-calcaneo/ https://drdanielkamura.com.br/tratamentos/lesao-tendao-calcaneo/#respond Sun, 05 Oct 2025 18:36:34 +0000 https://drdanielkamura.com.br/?p=1335

Você já sentiu uma dor incômoda na parte de trás do calcanhar, especialmente ao caminhar ou subir escadas? Ou conhece alguém que teve a sensação de um estalo repentino na perna durante uma corrida ou partida de futebol? Esses podem ser sinais de lesão no tendão de Aquiles — uma estrutura essencial para nossos movimentos, mas que pode sofrer com o excesso de esforço.

O que é o tendão de Aquiles e por que ele se machuca?

O tendão de Aquiles (também chamado de tendão calcâneo) é o maior e mais forte tendão do corpo humano. Ele conecta os músculos da panturrilha ao osso do calcanhar e é fundamental para ações como caminhar, correr e saltar.

Apesar de sua força, ele é bastante vulnerável a lesões — especialmente em adultos entre 30 e 50 anos que praticam esportes como corrida, futebol ou tênis. Homens são os mais afetados, e estima-se que até 20% das lesões em esportistas recreativos envolvam esse tendão.

Sintomas: como identificar uma lesão no tendão de Aquiles

Os sinais variam conforme o tipo de lesão:

  • Tendinite ou tendinopatia: é quando o tendão está inflamado ou começa a se desgastar. A dor costuma aparecer na parte de trás do calcanhar e piora com esforço físico. Às vezes, a dor é mais próxima do osso; em outras, mais perto da panturrilha — e isso muda o tipo de tratamento indicado.

  • Ruptura parcial ou total: ocorre de forma súbita, com sensação de estalo ou “chicote” na perna. A pessoa pode ter dificuldade para caminhar ou ficar na ponta dos pés. Também é comum notar inchaço e uma falha ao tocar o tendão.

Como é feito o diagnóstico?

O médico ortopedista avalia o paciente com exames físicos e de imagem:

  • No exame clínico, observa-se dor ao toque, espessamento do tendão e o chamado “sinal de Thompson” — quando apertamos a panturrilha e o pé não se mexe, indicando possível ruptura.

  • A ultrassonografia ajuda a visualizar inflamações, áreas desgastadas ou rompidas.

  • Em casos mais complexos, a ressonância magnética é usada para confirmar o diagnóstico e planejar o tratamento, principalmente se houver necessidade de cirurgia.

Tratamento para lesões no tendão de Aquiles

Nem toda lesão exige cirurgia. Muitas vezes, o tratamento conservador é suficiente — especialmente em casos de tendinite ou rupturas parciais.

Entre as opções estão:

  • Redução das atividades físicas e repouso relativo

  • Aplicação de gelo e elevação da perna para diminuir o inchaço

  • Uso de medicamentos anti-inflamatórios nas fases agudas

  • Calcanheiras de silicone para aliviar a pressão sobre o tendão

  • Fisioterapia com exercícios de alongamento e fortalecimento da panturrilha

  • Imobilização temporária em alguns casos

Já nas rupturas totais, especialmente em pessoas jovens e ativas, a cirurgia costuma ser indicada. Em pacientes idosos ou com outras doenças graves, o tratamento conservador pode ser preferido, considerando os riscos da cirurgia.

Cirurgia: quando é necessária e como funciona

A cirurgia é recomendada quando há ruptura completa do tendão ou quando o tratamento conservador não teve sucesso. O procedimento consiste em unir as extremidades rompidas do tendão, e pode ser feito com cortes maiores (técnica aberta) ou com pequenas incisões (minimamente invasiva).

O tempo entre a lesão e a cirurgia, assim como o local exato da ruptura, influenciam na escolha da técnica. Após o procedimento, o paciente costuma usar uma bota imobilizadora por cerca de três semanas, sem apoiar o pé no chão. Depois disso, inicia-se a fisioterapia com carga progressiva — primeiro com muletas, depois sem, até caminhar normalmente.

O retorno ao esporte geralmente acontece após seis meses de reabilitação.

Possíveis complicações

Se a lesão não for tratada corretamente, pode haver perda de força na panturrilha, dificuldade para caminhar e até deformidades no pé. As complicações após a cirurgia são raras, mas podem incluir:

  • Cicatrização lenta da pele

  • Infecções

  • Nova ruptura do tendão

  • Rigidez ou fraqueza na articulação

 

Se você está sentindo dor no calcanhar ou suspeita de uma lesão no tendão de Aquiles, procure um ortopedista especialista em pé e tornozelo, se preferir, entre em contato direto com minha equipe. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maiores são as chances de recuperação completa — com ou sem cirurgia.

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Síndrome de Haglund (Tendinite Insercional do Calcâneo): tudo o que você precisa saber https://drdanielkamura.com.br/tratamentos/sindrome-de-haglund/ https://drdanielkamura.com.br/tratamentos/sindrome-de-haglund/#respond Wed, 01 Oct 2025 00:46:17 +0000 https://drdanielkamura.com.br/?p=1377

Se você sente dor na parte de trás do calcanhar, especialmente ao subir escadas ou usar sapatos fechados, pode estar lidando com a tendinite insercional do calcâneo, também chamada de Síndrome de Haglund. Essa condição afeta o ponto onde o tendão de Aquiles se conecta ao osso do calcanhar — e pode causar bastante desconforto no dia a dia.

O que é a Síndrome de Haglund?

Essa síndrome ocorre quando há uma inflamação no local onde o tendão de Aquiles se insere no osso do calcanhar. Em muitos casos, existe uma proeminência óssea nessa região — uma espécie de “calombo” que aumenta o atrito com o tendão, irritando e inflamando a área.

É mais comum em adultos entre 30 e 50 anos, especialmente em:

  • Corredores e praticantes de esportes de impacto

  • Pessoas que usam calçados com a parte traseira muito rígida ou apertada

Sintomas: como identificar?

Os sinais costumam ser bem característicos:

  • Dor na parte posterior do calcanhar, que piora ao caminhar ou subir escadas

  • Inchaço e vermelhidão no local

  • Formação de um caroço doloroso atrás do calcanhar

  • Dificuldade para usar sapatos fechados, por causa do atrito constante

Se você sente que seu calcanhar está sempre sensível ou dolorido, vale a pena investigar.

Diagnóstico: como é feito?

O ortopedista realiza um exame físico, observando:

  • Dor ao toque no ponto de inserção do tendão

  • Aumento de volume na região

Para complementar, são solicitados exames de imagem:

  • Radiografia, que pode mostrar a proeminência óssea e calcificações no local

  • Ultrassonografia, útil para detectar inflamação e pequenas lesões no tendão

  • Ressonância magnética, indicada para avaliar o grau de degeneração do tendão e verificar se há edema ósseo na região

Essas informações ajudam a definir o melhor caminho para o tratamento.

Tratamento conservador: o primeiro passo

Na maioria dos casos, o tratamento começa de forma conservadora — ou seja, sem cirurgia. O objetivo é aliviar os sintomas e evitar a progressão da lesão.

As principais medidas incluem:

  • Trocar o tipo de calçado, evitando modelos com contraforte rígido ou que pressionem o calcanhar

  • Calcanheiras de silicone, que ajudam a reduzir o impacto na região

  • Aplicação de gelo e uso de analgésicos, para aliviar a dor e o inchaço

  • Fisioterapia, com exercícios de alongamento da panturrilha e fortalecimento progressivo

  • Em alguns casos, infiltrações locais podem ser indicadas para controlar a dor

Quando a cirurgia é necessária?

Se o tratamento conservador não resolver ou se a dor continuar limitando as atividades, a cirurgia pode ser indicada.

O procedimento consiste em:

  • Remover a proeminência óssea do calcâneo

  • Tratar o tendão degenerado, se houver lesões

A técnica pode variar:

  • Quando o tendão está comprometido, é preferível a cirurgia aberta, que permite limpar e restaurar a anatomia do tendão

  • Se o tendão estiver preservado, pode-se optar por uma técnica minimamente invasiva, para retirar os “bicos ósseos” com menos agressividade

A recuperação costuma levar de 3 a 6 meses, com retorno gradual às atividades físicas.

Complicações: o que pode acontecer?

Se não tratado corretamente, a tendinite insercional pode evoluir para:

  • Dor crônica, que limita a qualidade de vida

  • Dificuldade para praticar atividades físicas

  • Após a cirurgia, há risco de infecção, rigidez ou até re-ruptura do tendão em casos mais graves — por isso, o acompanhamento médico e a reabilitação são fundamentais

 

Se você sente dor persistente no calcanhar, especialmente ao caminhar ou usar sapatos fechados, procure um ortopedista especialista, pode ser Síndrome de Haglund e tem tratamento, que pode ser simples, desde que o diagnóstico aconteça rapidamente.

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Dedos em Garra e Bunionete: deformidades dos dedos https://drdanielkamura.com.br/tratamentos/dedos-em-garra-bunionete-deformidades-dos-dedos/ https://drdanielkamura.com.br/tratamentos/dedos-em-garra-bunionete-deformidades-dos-dedos/#respond Tue, 23 Sep 2025 19:26:16 +0000 https://drdanielkamura.com.br/?p=1372

Você já sentiu dor nos dedos dos pés ao usar sapatos fechados ou notou uma saliência incômoda na lateral do pé? Essas alterações podem ser sinais de duas deformidades comuns: dedos em garra e bunionete (também conhecido como joanete do quinto dedo). Embora muitas vezes ignoradas no início, essas condições podem causar dor, calosidades e até dificuldade para caminhar.

O que são dedos em garra e bunionete?

  • Dedos em garra: é quando os dedos — geralmente o segundo, terceiro e quarto — ficam dobrados para baixo, como se estivessem em formato de garra. Essa deformidade pode surgir por uso prolongado de calçados apertados, alterações neurológicas ou em pessoas com pé cavo. É mais comum em mulheres adultas.

  • Bunionete: é uma saliência óssea dolorosa na lateral do pé, próxima ao quinto dedo (o “dedinho”). O osso se projeta para fora, e o dedo mínimo se desvia em direção ao quarto dedo. Também afeta mais mulheres, especialmente aquelas que usam sapatos estreitos na ponta. Estima-se que até 10% da população tenha algum grau dessa alteração.

Sintomas: quando os dedos começam a reclamar

As duas condições podem causar bastante desconforto no dia a dia:

  • Dedos em garra: dor nos pontos de atrito, como na parte superior dos dedos e na sola do pé. É comum o surgimento de calosidades e dificuldade para usar sapatos fechados.

  • Bunionete: dor, vermelhidão e calosidade na lateral do pé, especialmente ao usar calçados apertados. A saliência óssea pode dificultar o uso de sapatos de bico fino e causar incômodo constante.

Se você sente dor nos dedos ou percebe alterações no formato deles, vale a pena procurar um especialista em pé e tornozelo.

Como é feito o diagnóstico?

O médico avalia o alinhamento dos dedos, a presença de calos e a mobilidade das articulações. Em casos de bunionete, é comum observar o desvio do dedo mínimo em direção aos demais.

A radiografia do pé é essencial para entender o grau da deformidade e planejar o tratamento. Em casos mais complexos, a ressonância magnética pode ser usada para avaliar os ligamentos, articulações e sinais de sobrecarga — como o edema ósseo.

Tratamento conservador: alívio sem cirurgia

Nos estágios iniciais, é possível controlar os sintomas com medidas simples:

  • Calçados adequados, com solado rígido, frente larga e macia

  • Palmilhas sob medida ou protetores de silicone, que ajudam a reduzir a pressão nos pontos dolorosos

  • Fisioterapia e alongamentos, especialmente para dedos em garra, ajudando a aliviar os sintomas e melhorar a mobilidade

Essas medidas podem evitar a progressão da deformidade e melhorar bastante o conforto no dia a dia.

Quando a cirurgia é indicada?

Se o tratamento conservador não for suficiente ou se a deformidade se tornar rígida e dolorosa, a cirurgia pode ser necessária.

  • Para dedos em garra, o procedimento envolve ajustes nos tendões e ossos para realinhar os dedos

  • Para bunionete, é feita uma osteotomia — corte e reposicionamento do osso — para corrigir o desvio e retirar a saliência

A recuperação costuma levar de 6 a 12 semanas, dependendo da técnica utilizada. A boa notícia é que muitos desses procedimentos podem ser feitos com técnicas minimamente invasivas, o que reduz o tempo de recuperação e melhora o resultado estético.

Complicações: o que pode acontecer?

Embora raras, algumas complicações podem surgir após a cirurgia:

  • Falta de consolidação nos locais onde o osso foi cortado

  • Rigidez dos dedos

  • Infecção ou problemas na cicatrização

Por isso, é fundamental seguir as orientações médicas e realizar a reabilitação corretamente.

 Se você sente dor nos dedos dos pés, tem dificuldade com calçados ou percebe alterações no formato dos dedos, não ignore. Quanto antes for feito o diagnóstico, mais simples e eficaz será o tratamento — seja com palmilhas, fisioterapia ou cirurgia.
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Pé Diabético: como cuidar, prevenir complicações e evitar amputações https://drdanielkamura.com.br/tratamentos/pe-diabetico-como-cuidar/ https://drdanielkamura.com.br/tratamentos/pe-diabetico-como-cuidar/#respond Tue, 16 Sep 2025 19:21:04 +0000 https://drdanielkamura.com.br/?p=1367

O pé diabético é uma das complicações mais sérias do diabetes — e infelizmente, também uma das mais comuns. Quando o controle da glicemia não é feito de forma adequada, os pés podem sofrer com a perda de sensibilidade, má circulação e até feridas que não cicatrizam. Se não tratado corretamente, pode levar a infecções graves e até à amputação.

O que é pé diabético?

O pé diabético acontece quando o diabetes afeta os nervos e os vasos sanguíneos dos pés. Isso faz com que a pessoa:

  • Perca a sensibilidade (não sente dor, calor ou machucados)

  • Tenha circulação reduzida, dificultando a cicatrização

  • Desenvolva feridas que podem se transformar em infecções sérias

Estima-se que até 1 em cada 4 pessoas com diabetes terá algum tipo de lesão nos pés ao longo da vida. É a principal causa de amputações não traumáticas no mundo — ou seja, amputações que não foram causadas por acidentes, mas por complicações da doença.

Sintomas: como identificar sinais de alerta?

Os sintomas do pé diabético podem começar de forma discreta, mas evoluem rapidamente se não forem tratados:

  • Perda de sensibilidade nos pés — a pessoa não sente dor, calor ou machucados

  • Feridas que demoram a cicatrizar

  • Infecções recorrentes

  • Calosidades e deformidades nos pés

  • Em casos mais graves, podem surgir úlceras profundas, mau cheiro, secreção e até necrose (morte do tecido)

Se você tem diabetes e percebe qualquer alteração nos pés, procure um médico imediatamente. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maiores são as chances de evitar complicações.

Como é feito o diagnóstico?

O médico realiza uma avaliação completa, que inclui:

  • Teste de sensibilidade com monofilamento — um fio de nylon usado para verificar se o paciente sente o toque

  • Inspeção da pele, observando feridas, calos e deformidades

  • Avaliação da circulação, com palpação dos pulsos e, se necessário, exame de doppler

  • Radiografias, para verificar alterações ósseas

  • Ressonância magnética, em casos de suspeita de infecção no osso (osteomielite) ou em tecidos moles, como abscessos

Esses exames ajudam a entender a gravidade do quadro e definir o melhor tratamento.

Tratamento conservador: o cuidado começa no dia a dia

O primeiro passo para tratar o pé diabético é controlar bem o diabetes. Manter a glicemia sob controle reduz o risco de novas lesões e melhora a cicatrização das feridas.

Outras medidas importantes incluem:

  • Cuidados locais nas feridas, com limpeza, curativos adequados e retirada de tecidos mortos

  • Uso de calçados especiais e palmilhas, que evitam pressão em áreas de risco

  • Antibióticos, quando há infecção

  • Acompanhamento multidisciplinar, com endocrinologista, cirurgião vascular e ortopedista

Esse cuidado conjunto é essencial para evitar que o quadro evolua para algo mais grave.

Tratamento cirúrgico: quando é necessário?

Em casos mais avançados, a cirurgia pode ser necessária para salvar o pé — e em alguns casos, a vida do paciente.

As opções incluem:

  • Desbridamento cirúrgico, que é a retirada de tecidos necrosados ou infectados

  • Cirurgias de revascularização, feitas pelo cirurgião vascular quando há comprometimento grave da circulação

  • Amputações parciais ou totais, indicadas quando há infecção incontrolável ou necrose extensa. Embora seja uma decisão difícil, pode ser a única forma de evitar complicações fatais. Felizmente, as próteses modernas oferecem boa funcionalidade e ajudam na reabilitação

Complicações: por que o pé diabético exige atenção constante?

Sem tratamento adequado, o pé diabético pode levar a:

  • Infecção generalizada (sepse)

  • Amputações

  • Dificuldade para caminhar e realizar tarefas simples

  • Maior risco de mortalidade, especialmente em pacientes que já passaram por amputações

 

Se você tem diabetes, cuidar dos seus pés deve fazer parte da rotina. Examine-os todos os dias, mantenha a glicemia controlada e procure ajuda médica ao menor sinal de alteração. O pé diabético pode ser prevenido — e com o tratamento certo, é possível evitar complicações graves e manter a sua saúde.

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Tendinite Não Insercional do Calcâneo: quando a dor aparece acima do calcanhar e atrapalha seus treinos https://drdanielkamura.com.br/tratamentos/tendinite-nao-insercional-do-calcaneo/ https://drdanielkamura.com.br/tratamentos/tendinite-nao-insercional-do-calcaneo/#respond Wed, 10 Sep 2025 00:50:36 +0000 https://drdanielkamura.com.br/?p=1382

Se você pratica corrida ou esportes de impacto e começou a sentir dor na parte de trás da perna, um pouco acima do calcanhar, pode estar enfrentando uma tendinite não insercional do tendão de Aquiles. Apesar do nome técnico, essa condição é bastante comum entre pessoas jovens e ativas — e pode ser tratada com sucesso quando diagnosticada corretamente.

O que é a tendinite não insercional?

Essa tendinite afeta a porção média do tendão de Aquiles, ou seja, a parte que fica alguns centímetros acima do calcanhar. Diferente da forma insercional (que atinge o ponto onde o tendão se conecta ao osso), essa versão não envolve o osso diretamente.

Ela costuma surgir por sobrecarga repetitiva e microtraumas, especialmente em quem pratica atividades físicas intensas sem o tempo adequado de recuperação.

Sintomas: como identificar?

Os sinais aparecem aos poucos e podem piorar com o tempo:

  • Dor localizada na parte posterior da perna, acima do calcanhar

  • Início gradual, geralmente piorando com treinos mais intensos

  • Inchaço e espessamento do tendão, perceptível ao toque

  • Rigidez matinal, que melhora conforme o corpo se movimenta ao longo do dia

Se você sente que a dor atrapalha seus treinos ou não melhora com repouso, é hora de procurar um especialista.

Diagnóstico: como o médico avalia?

Durante o exame físico, o ortopedista observa:

  • Dor ao toque no meio do tendão

  • Espessamento palpável, geralmente sem deformidades ósseas

Para confirmar o diagnóstico e entender a gravidade, podem ser solicitados:

  • Ultrassonografia, que mostra áreas de inflamação, degeneração ou pequenas rupturas

  • Ressonância magnética, indicada em casos mais resistentes ao tratamento, para planejar a melhor abordagem

Tratamento conservador: o caminho mais comum

Na maioria dos casos, o tratamento é feito sem cirurgia e foca na recuperação do tendão e no alívio dos sintomas.

As principais medidas incluem:

  • Redução das atividades de impacto, como corrida e saltos

  • Alongamento da panturrilha e exercícios excêntricos, que ajudam a fortalecer o tendão sem sobrecarregá-lo

  • Gelo local e uso de anti-inflamatórios, quando necessário

  • Fisioterapia especializada, com técnicas de reabilitação específicas para o tendão de Aquiles

  • Em alguns casos, o uso de ondas de choque pode acelerar a recuperação

Com disciplina e acompanhamento adequado, muitos pacientes voltam às atividades sem dor.

Cirurgia: quando é realmente necessária?

A cirurgia é rara e só indicada quando o tratamento conservador não traz melhora, mesmo após meses de acompanhamento.

O procedimento envolve:

  • Remoção do tecido degenerado

  • Estímulo à cicatrização do tendão

A recuperação leva de 4 a 6 meses, e os resultados costumam ser positivos, especialmente em pacientes que seguem corretamente o plano de reabilitação.

Complicações: o que pode acontecer se não tratar?

Ignorar os sintomas ou continuar forçando o tendão pode levar a:

  • Dor persistente, que limita a prática esportiva

  • Espessamento permanente do tendão, dificultando a recuperação

  • Risco de ruptura completa, uma complicação mais grave que exige cirurgia imediata

 

Se você sente dor acima do calcanhar e pratica esportes regularmente, não deixe para depois. A tendinite não insercional do calcâneo pode ser tratada com sucesso — e quanto antes for diagnosticada, mais rápido será o retorno às suas atividades.

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Pé Cavo: quando o arco do pé é alto demais e começa a causar dor https://drdanielkamura.com.br/tratamentos/pe-cavo-arco-do-pe/ https://drdanielkamura.com.br/tratamentos/pe-cavo-arco-do-pe/#respond Tue, 02 Sep 2025 19:00:38 +0000 https://drdanielkamura.com.br/?p=1345

Você já reparou que a sola do seu pé tem uma curvatura muito acentuada, como se o meio do pé quase não encostasse no chão? Isso pode ser sinal de pé cavo, uma condição que, embora menos comum que o famoso “pé chato”, pode causar bastante desconforto e até dificultar o uso de calçados comuns.

O que é pé cavo?

O pé cavo é uma alteração na anatomia do pé em que o arco plantar medial — aquela curvinha na sola — é mais alto do que o normal. Isso faz com que o peso do corpo se concentre em áreas menores do pé, o que pode gerar dor, calosidades e instabilidade ao caminhar.

Estima-se que cerca de 10% da população tenha algum grau de pé cavo. Ele pode estar presente desde o nascimento (forma congênita) ou surgir ao longo da vida, especialmente em pessoas com doenças neurológicas que afetam a musculatura dos pés, como a Charcot-Marie-Tooth.

Sintomas: como saber se você tem pé cavo?

Os sinais mais comuns incluem:

  • Dor nos pés, principalmente ao caminhar ou ficar em pé por muito tempo

  • Calosidades em pontos específicos da sola, geralmente na lateral, perto do dedinho

  • Tornozelos instáveis, com tendência a torções, já que o pé costuma tombar para fora

  • Dificuldade para usar sapatos comuns, que não acomodam bem a curvatura

  • Em alguns casos, pode surgir metatarsalgia — dor e calosidade na região próxima aos dedos menores

Se você se identifica com esses sintomas, vale a pena procurar um especialista em pé e tornozelo para uma avaliação.

Como é feito o diagnóstico?

Durante o exame físico, o médico observa o formato do pé, o desgaste dos calçados e a presença de deformidades como dedos em garra. É comum notar que o calcanhar está tombado para dentro e o tornozelo para fora — o que contribui para a instabilidade.

A radiografia ajuda a medir o grau da curvatura e entender a gravidade da deformidade. Em alguns casos, são solicitados exames neurológicos, especialmente se houver suspeita de doenças que afetam os nervos e músculos do pé.

Tratamento para pé cavo: sempre começa de forma conservadora

Nem todo pé cavo precisa de cirurgia. Muitas vezes, o tratamento conservador já traz alívio dos sintomas e melhora na qualidade de vida.

As principais opções incluem:

  • Palmilhas ortopédicas personalizadas, que ajudam a distribuir melhor a pressão no pé

  • Fisioterapia, com exercícios de alongamento e fortalecimento dos músculos do pé e tornozelo

  • Órteses noturnas, que podem corrigir a posição dos dedos em alguns casos

  • Escolha de calçados adequados, com bom amortecimento e espaço interno para acomodar a curvatura

Quando a cirurgia é indicada?

A cirurgia é considerada quando o pé cavo causa dor intensa, está piorando com o tempo ou já provocou artrose nas articulações da parte de trás do pé.

O procedimento pode envolver:

  • Liberação de estruturas encurtadas

  • Transferência de tendões para melhorar o equilíbrio muscular

  • Osteotomias, que são cortes e reposicionamentos dos ossos para corrigir a deformidade

  • Em casos com artrose, é feita a artrodese modelante, que consiste em retirar a cartilagem danificada e unir os ossos com placas ou parafusos

A recuperação depende da complexidade da cirurgia e pode variar de alguns meses até um ano.

O que acontece se não tratar?

Sem o tratamento adequado, o pé cavo pode levar a:

  • Dor crônica nos pés

  • Entorses frequentes, por causa da instabilidade

  • Deformidades fixas nos dedos, como os dedos em garra

  • Sobrecarga nas articulações do joelho, quadril e coluna, já que o corpo tenta compensar a forma de andar para evitar a dor — o que chamamos de marcha antálgica

Se você sente dor na sola do pé, tem dificuldade com calçados ou percebe que vive torcendo o tornozelo, não ignore esses sinais. O pé cavo pode ser tratado com sucesso, mas precisa ser avaliado por um especialista.

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