fratura no pé – Dr. Daniel Kamura – Ortopedista Pé e Tornozelo https://drdanielkamura.com.br Ortopedista especialista em pé e tornozelo CRM 156.698 / TEOT 15.291 / RQE 88.918 Fri, 10 Oct 2025 13:59:13 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.1.2 https://drdanielkamura.com.br/wp-content/uploads/2025/10/cropped-favicon-32x32.png fratura no pé – Dr. Daniel Kamura – Ortopedista Pé e Tornozelo https://drdanielkamura.com.br 32 32 Fraturas no Pé e Tornozelo: sintomas, diagnóstico e como tratar corretamente https://drdanielkamura.com.br/tratamentos/fraturas-pe-tornozelo/ https://drdanielkamura.com.br/tratamentos/fraturas-pe-tornozelo/#respond Tue, 26 Aug 2025 18:56:31 +0000 https://drdanielkamura.com.br/?p=1340

As fraturas no pé e tornozelo são mais comuns do que muita gente imagina. Seja por uma queda simples ou um trauma durante a prática de esportes, essas lesões podem afetar pessoas de todas as idades — e merecem atenção especial para evitar complicações futuras.

Por que essas fraturas acontecem com tanta frequência?

O tornozelo é uma das articulações mais exigidas do nosso corpo. Ele suporta o peso, absorve impactos e permite movimentos como caminhar, correr e saltar. Por isso, não é surpresa que seja a segunda articulação mais fraturada, perdendo apenas para o punho.

Essas fraturas podem acontecer em qualquer fase da vida, mas são especialmente comuns em dois grupos:

  • Adultos jovens, geralmente por traumas esportivos

  • Idosos, por quedas simples, muitas vezes associadas à osteoporose

Estima-se que cerca de 10% das fraturas atendidas em pronto-socorro envolvem o pé ou o tornozelo.

Como saber se você teve uma fratura?

Os sinais costumam ser bem claros logo após o trauma:

  • Dor intensa e imediata

  • Inchaço que aparece rapidamente e vai aumentando

  • Dificuldade ou incapacidade de apoiar o pé no chão

  • Em alguns casos, o pé ou tornozelo pode parecer “torto” ou fora do lugar

  • Hematomas (manchas roxas) que surgem algumas horas depois

Se você notar esses sintomas, é fundamental procurar atendimento médico o quanto antes.

Como é feito o diagnóstico?

O ortopedista começa com um exame físico, observando a dor localizada, o inchaço e a dificuldade de movimentar o pé. Em alguns casos, é possível sentir uma espécie de “areia” ao mexer a articulação — isso se chama crepitação.

Para confirmar a fratura, o exame mais comum é a radiografia, que mostra a linha de quebra do osso e se houve deslocamento. Em fraturas mais complexas, especialmente quando a articulação está comprometida, pode ser necessário fazer uma tomografia, que ajuda a planejar o tratamento cirúrgico.

Já a ressonância magnética é indicada em casos de fratura por estresse — aquelas que surgem aos poucos, sem um trauma evidente — ou para avaliar lesões nos ligamentos, tendões e cartilagem.

Tratamento: quando é possível evitar a cirurgia?

Nem toda fratura exige cirurgia. Quando o osso está quebrado mas não saiu do lugar (sem desvio), ou em casos de fraturas por estresse, o tratamento conservador costuma funcionar bem.

Nesse caso, o paciente pode precisar:

  • Usar uma bota gessada ou órtese por 4 a 8 semanas

  • Evitar apoiar o pé no chão no início, usando muletas

  • Tomar analgésicos e aplicar gelo para aliviar a dor e o inchaço

  • Fazer fisioterapia após a retirada da imobilização, para recuperar força, equilíbrio e mobilidade

E quando a cirurgia é necessária?

A cirurgia é indicada quando há deslocamento dos fragmentos ósseos, fraturas que envolvem a articulação ou instabilidade causada por lesões nos ligamentos.

O procedimento consiste em reposicionar os ossos e fixá-los com placas, parafusos ou hastes metálicas. O objetivo é restaurar o alinhamento correto para que o paciente volte a se movimentar normalmente.

A recuperação pode levar de 3 a 6 meses, dependendo da gravidade da fratura. Uma das vantagens da cirurgia é que, em muitos casos, o paciente já pode começar a apoiar parcialmente o pé após cerca de 3 semanas — sempre com orientação médica e uso de imobilizador.

Complicações: o que pode acontecer se não tratar corretamente?

Embora raras, algumas complicações podem surgir:

  • O osso pode cicatrizar de forma errada, causando deformidades (consolidação viciosa)

  • A articulação pode ficar rígida ou com movimentos limitados

  • Pode surgir artrose precoce no tornozelo

  • Há risco de infecção após a cirurgia ou até osteomielite (infecção no osso)

  • Em pessoas com osteoporose, pode haver refraturas

 

Se você sofreu uma queda ou trauma e está com dor no pé ou tornozelo, não espere para procurar ajuda. Um diagnóstico precoce e o tratamento adequado fazem toda a diferença na recuperação — e ajudam a evitar problemas que podem comprometer sua mobilidade no futuro.

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